História – History

O Núcleo de Estudos Gramaticais – N.E.G. – surgiu em 1998 por iniciativa dos professores Carlos Mioto, Maria Cristina Figueiredo Silva, Ruth Elizabeth Vasconcelos Lopes e Roberta Pires de Oliveira, como um espaço aberto, embora sediado na UFSC, para congregar pesquisadores interessados em usar teorias formais para estudar as línguas naturais em seus diversos aspectos. Buscávamos, assim, fortalecer nacionalmente as abordagens formais, ainda tão pouco conhecidas no Brasil.

Nesses pouco mais de 10 anos de encontros, discussões, seminários, o núcleo formou vários alunos da iniciação científica, que tiveram aqui suas primeiras experiências no desenvolvimento de uma pesquisa científica sobre as línguas naturais. Formou também mestres e doutores, alguns atuando como professores na UFSC, alguns em outras instituições pelo Brasil. Até 2010, foram 32 iniciações científicas, 38 mestrados, 16 doutorados, 2 pós-doutorados.

Trabalhos desenvolvidos no núcleo, como os manuais didáticos de sintaxe e semântica, são reconhecidos e utilizados em instituições de todo o Brasil. Além disso, o NEG recebe pesquisadores visitantes do Brasil e do exterior, além de participar de projetos de cooperação internacional.

Ao longo dos anos, alguns dos fundadores foram para outras instituições. Maria Cristina Figueiredo Silva foi para a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Ruth Elizabeth Vasconcelos Lopes para a Universidade de Campinas (Unicamp). Assim o N.E.G. ganhou um caráter trans-institucional, se caracterizando pelo interesse nas línguas naturais de um ponto de vista formal. O núcleo é coordenado por Roberta Pires de Oliveira e conta com a participação de vários professores tanto da UFSC – como as professoras Cristiane Volcão e Izabel Seara – quanto de outras universidades – como os professores Maria José Foltran, da UFPR, Ana Müller, da Universidade de São Paulo (USP) e Sérgio Menuzzi, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), para citar alguns.

A importância nacional do trabalho desenvolvido no NEG pode ser medida pelas inúmeras publicações, em especial principalmente por dois manuais de introdução, ambos já reeditados e utilizados em diversos cursos – da graduação à pós-graduação – em outras universidades. São manuais para formação de pesquisadores em linguística formal, uma abordagem da linguagem que se caracteriza por ser científica: Novo Manual de Sintaxe de Carlos Mioto, Maria Cristina Figueiredo Silva e Ruth Elizabeth Vasconcellos Lopes e Semântica: uma introdução, de Roberta Pires de Oliveira. Manuais didáticos têm pelo menos dois papéis importantes na construção de um programa de pesquisa: permitem assentar suas bases no ensino de graduação e de pós-graduação e dão visibilidade externa para a pesquisa desenvolvida pelo núcleo, difundindo no nome da instituição.

O NEG também recebe pesquisadores, alguns em pós-doutoramento, outros como professores visitantes, muitos vindos de famosas universidades internacionais. Professores pesquisadores como Adriana Belletti e Luigi Rizzi (Università degli Studi di Siena – Unisi), Angelika Kratzer (University of Massachusetts – Umass), Georg Kaiser (Universität Konstanz), Kai von Fintel (Massachusetts Institute of Technology-MIT), Juan Uriagereka e Paul Pietroski (University of Maryland), Claire Beyssade (Jean Nicol), são alguns dos que já visitaram o NEG.